domingo, 11 de dezembro de 2011

A PROVA, A POLIDACTILIA E O B.O. DA XENOFOBIA


Logo abaixo, apresento a foto do documento manuscrito a mim por um funcionário da empresa de telefonia no momento em que comprei seus serviços (clique AQUI para saber do que estou falando). Isso me motivou a mover processo. A justiça de Maringá decidiu que não fui lesado moralmente:


Agora respondo, com a foto abaixo, diretamente a Raskolhnikov II, que criticou, recentemente (clique AQUI ), obra minha: é que tenho polidactilia nos dois dedos mindinhos das mãos (quando nasci, os sextos dedos foram impedidos de crescer após a parteira amarrar uma linha em suas bases, restando apenas um pequeno sinal conforme se observa dentro do círculo da foto):


Sobre a xenofobia do vídeo exposto na coluna ao lado, apresento, abaixo, foto parcial do B.O. (Boletim de Ocorrência)  que fiz na polícia civil de Maringá. Esta polícia disse que, para descobrir o indivíduo que me atacava, eu deveria procurar um juiz lá no fórum, o que só tentei uma - e única - vez, após não conseguir falar com nenhum magistrado dali:


sábado, 12 de novembro de 2011


14º Relatório Educacional de Raskólhnikov II, o ex(?)-herege
Do Colégio “O (incrível) Exército de BRANCA & LEÃO”

Castelo, 12 de novembro de 2015.

Meu caro merecedor de uma praia e água de coco, Prof. “Maranhão”:

Aqui o que mais marcou foi a mão que a chefe do núcleo, digo, diretora, Branca, passa na cabeça de alunos bagunceiros e indisciplinados, sem contar a tentativa de intromissão dela em minha metodologia de ensino.

Teorias sobre a mão na cabeça do Colégio da diretora Branca:

Das cinco quintas que tive ali durante três meses, apenas a 5ª Fraca me deu mais trabalho, mais até do que a 5ª Geral, local de depósito dos mais indisciplinados e repetentes - com alguns que cometeram pequenos delitos e/ou se envolveram com dependência química -, que as outras escolas não conseguem controlar e o juiz obriga a Escola da Branca recebê-los porque o Estado não fez uma instituição própria para acolher tais alunos especiais.
Mas eu falava da 5ª Fraca. Esta turma estivera contaminada com metade dos repetentes da 5ª Geral até umas semanas antes de ali eu chegar. Pois bem. Lá restou mais da metade dos alunos que o colégio da Branca elegeu como menos bagunceiros. Até aí, tudo bem. O problema foi quando comecei a “mandar alunos de mais” -nas palavras da Branca - para as pedagogas cuidarem e anotar as ocorrências daqueles que não consegui controlar em sala de aula. Eu não fui formado para apartar briga de alunos ou ser porteiro da sala de aula. A vovó Branca disse que eu não seguro a turma, mesmo depois que mandaram de volta pra minha aula uma aluna “bonitinha” que me xingou. Estaria eu atrapalhando algumas das pedagogas em suas “pesquisas” na internet? Ou será que a Branca não queria ser mais dura com seu exército de bagunceiros porque haveria eleição para a direção da escola naquele ano? (que terminou havendo chapa única).

Teorias sobre a intromissão da diretora Branca em minha metodologia de ensino:

Em todas as escolas por onde passei até agora todas as pedagogas foram unânimes numa recomendação: “Os alunos de 5ª série têm que estar ocupados com tarefas o tempo todo, e tais tarefas devem ser acompanhadas do lúdico”. E é assim que faço. Mas a diretora do colégio “O (incrível) Exército de BRANCA & LEÃO” me deu um ovo em sua sala ao “sugerir” que eu parasse de passar tanta coisa no quadro e usasse mais xerox. Ora, eu sou contra dar tudo pronto pra aluno só marcar “x” ou ligar uma coluna à outra num papel previamente digitado. Cadê o exercício da escrita? Também, talvez, seja por isso que alguns alunos confessavam não gostar de mim: estavam acostumados a pegarem quase tudo pronto. Mas eu não havia entendido o “recado” da Branca. Depois é que passei a ver que as cinco turmas minha davam um total de 170 alunos. E isso multiplicado por 150 futuro$ e 15 presente$ dava uma boa diferença no caixa (xerox grátis para aluno só se valesse nota). Já pensou... três rodadas dessa por semana, só numa disciplina...?! Hummm!!!



P.S. - Futuro é a unidade monetária daqui; 1 presente equivale a 1 centavo.
P.S. 2 - A diretora Branca não pede licença ao entrar na minha sala de aula.
P.S. 3 - Quase contei pra Branca e as pedagogas que gravei áudio e imagem com meu celular dos fatos supraditos.


Raskólhnikov II, o ex(?)-herege, despedindo-se com um até breve!

13º Relatório Educacional de Raskólhnikov II, o ex(?)-herege
Do Colégio “A Viagem de THEO”

Castelo, 11 de novembro de 2015.

Esperançoso(?) professor “Maranhão”:

Aqui presenciei, além daquilo que todas estas escolas destes tempo$ apresentam, dois fatos incomuns, pelo menos pra mim que ainda não terminei o tur pelos colégios de Castelo.

Primeira ocorrência:
A dona da cantina sai de sala em sala, um pouco antes do recreio, interrompendo as aulas para anotar os pedidos dos clientes, digo, alunos: “Quem vai querer pizza, cachorrão, empadão, X-gordura, X-fritura, X-tudo e mais um pouco...? Custa 700 futuro$ e 50 presente$”, eis uma das falas da garçonete, digo, dona da cantina. Muitos alunos respondem, geralmente, saindo de suas carteiras e formando fila na porta da sala, ficando no meio da lousa cheia de letras: “Eu quero um X-animal”, “Vai duas pizzas GG de bacon, tia”, “Anota três espetinho de asinha à milanesa pra mim, um para o intervalo, um para aula de Nutrição e outro pra aula de Ensino Religioso da Religião Dona do Monopólio” etc, etc. Alguns perguntam antes: “O que vai ter na merenda da escola hoje?” A mulher sempre responde: “Hoje tem arroz super doce enlatado” ou “Macarrão enlatado” ou “angu de carne enlatada” ou “Bolacha mofenta enlatada”.



Segunda ocorrência:
Às vezes eu não sei se estou numa escola normal ou num convento. Digo isso porque, antes de começar as aulas nesta escola, todos os dias, os professores fazem uma roda de oração da igreja que faz monopólio. Tudo bem que não é obrigado o docente entrar na reza - cada um tem seus motivos-, mas se você não vai, ainda mais se for professor reserva, fica meio que jogado de lado, rejeitado, excluído, vítima de olhares estranhos. É comum testarem os novatos pedindo(?) para que iniciem a oração. Além disso, na sala dos professores tem um crucifico, na secretaria tem uma santa, na sala da direção tem outra cruz, na cozinha tem uma santa ceia, em cada sala de aula tem uma cruz de madeira com um crucificado pintado acima da lousa... Coitados dos professores de Ensino Religioso não alinhados ao pessoal de batina! Coitados dos alunos que não apoiam o monopólio da verdade (?) religiosa!!!

Até o próximo relatório!
Raskólhnikov II, o ex(?)-herege




12º Relatório Educacional de Raskólhnikov II, o ex(?)-herege
Da vovó da SEEC que tinha certeza absoluta que eu não seria chamado no concurso

Castelo, 10 de novembro de 2015.

Meu caro anfitrião cibernético e co-autor dos meus ex-blogs prestes a ressuscitarem, Prof. “Maranhão”:

Agora em 2015, após vitória do governador neoliberal destas terras, minha sorte piorou um pouco, pois só fui contratado como professor reserva no mês de maio, apesar de se verificar muitas escolas com salas vazias. E como se não bastasse, a vovó da SEEC (Secretaria Educacional Estadual de Castelo) que fica no balcão de informações sobre o último concurso público, pela terceira vez consecutiva que lá passo para saber notícias desse concurso prestado lá em 2012 - pois há chamamentos em curso -, parece ter absoluta certeza de que não serei chamado, mesmo sabendo que a validade do referido concurso é para 2016. Não sei o que a move quando assim me fala. Será que ela não foi com minha cara,  não gostou do meu cabelo, da tatuagem, ou ficou sabendo que realmente eu dou aulas, sobretudo quando os temas são referentes à história daquela igreja que me chama de herege? A teria desagradado os vídeos que passo para os alunos mostrando os objetos de tortura usados na Idade Média? Mesmo que minha classificação esteja distante do número de vagas ofertadas, ela não poderia afirmar que eu não seria chamado – como o fez com uma cara de satisfação peculiar de quem diz “Teu lugar não é aqui. Vai embora!”, pois ninguém sabe o futuro. Ou ela e o governador sabem o meu?

Até logo!
Raskólhnikov II



quarta-feira, 18 de maio de 2011